Como manter a dieta sem extrapolar o orçamento?

Nutricionista dá dicas e mostra opções de substituição

É comum encontrar pessoas que, para fugir de uma dieta balanceada, dão como desculpa o custo dos alimentos indicados para uma alimentação saudável. Ou, então, comentam que, por serem diferenciados, produtos lights e diets, indicados para quem quer emagrecer, são mais caros do que os usuais. Contudo, os alimentos diet ou light não precisam obrigatoriamente fazer parte de uma dieta para perder peso, a menos que exista outra causa associada à necessidade de emagrecer.

Segundo a nutricionista Larissa Martins Tanus, especialista da Gerência de Programas de Nutrição do Sesi (Serviço Social da Indústria) de São Paulo, para que um alimento receba a denominação diet, ele deve ser isento de algum nutriente, que pode ser o açúcar ou sódio, gordura ou proteína. Ele é indicado, em geral, para pessoas que sofrem de diabetes ou hipertensão. “Por outro lado, um sorvete ou um chocolate diet, sem nada de açúcar em sua composição, poderá ter mais gordura do que o tradicional, o que não interessa para quem quer apenas perder peso”, diz a nutricionista.

Já o alimento light deve apresentar redução de 25% de algum componente: calorias, gorduras, colesterol ou sódio. “Dependendo da composição nutricional do alimento, a opção light pode ser utilizada, mas é importante ressaltar que uma dieta alimentar com baixo teor calórico e a prática de exercícios físicos é o mais recomendado para perder peso de forma saudável, equilibrada e mais barata”, diz a nutricionista. Veja, a seguir, alternativas econômicas para incluir no cardápio da dieta:

Os sucos industrializados não são frescos como os feitos em casa e custam mais. Fazer o mesmo suco em casa e servir na hora é mais econômico e saudável.

Verduras e frutas picadas e embaladas são práticas, porém podem custar o dobro em relação à mesma quantidade preparada em casa.  

As carnes vermelhas são os itens na alimentação do brasileiro que mais pesam no orçamento. Mas não é preciso consumi-las todos os dias: “Para garantir o aporte de proteínas, você pode recorrer a outras fontes igualmente ricas do nutriente, como ovos, frango, leite, iogurte, queijo, soja, grão-de-bico, feijão, ervilha, lentilha, queijo de soja (tofu) e arroz integral. Todos são ótimos substitutos para o bife e mais baratos”, ensina Larissa.

As feiras são ótimas oportunidades para se comprar frutas e verduras a bons preços. Priorizar os ingredientes da época também ajuda economizar e ainda garante mais frescor na dieta.

Almoçar fora todos os dias pode representar um peso no orçamento. A sugestão é preparar a comida em casa e levar para o trabalho em recipiente apropriado para esquentar no forno micro-ondas.  Caso não haja local para esquentar o alimento, opte pelas saladas. Quanto mais coloridas, mais cheias de vitaminas. Um pedaço de queijo branco, um ovo cozido ou fatias de peito de peru garantem as proteínas necessárias.

Muitas frutas e verduras podem ser aproveitadas por completo, incluindo a casca. A casca do pepino, por exemplo, apresenta mais potássio do que a polpa. As folhas da couve-flor têm vitamina C (100g de folhas têm quatro vezes mais desse nutriente do que a polpa de uma laranja). A casca de limão é rica em fibras e pode entrar em sucos e vitaminas. Nem as sementes do melão devem ir para o lixo. Cheias de cálcio, podem ser utilizadas em sucos e vitaminas.

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