Entenda como ajudar o amigo ou familiar endividado

Emprestar dinheiro para pagar uma dívida pode não ser uma boa

Quando uma pessoa está endividada, o problema não afeta apenas o inadimplente, mas atinge toda a família e os amigos mais próximos. Afinal, todos se preocupam com aquele ente querido que está em situação difícil. Quer saber como ajudar?

Resista à ideia de emprestar dinheiro

Emprestar pode ser a primeira alternativa que vem à cabeça, mas essa aparente ajuda pode até mesmo atrapalhar. “Resista a essa ideia, por mais difícil que seja. A pessoa pode acabar se habituando. Há exceções, mas é comum a dívida ser resultado de uma má postura financeira”, afirma a consultora financeira Suyen Miranda.

Ofereça um ombro amigo

Ouça a pessoa que está em dívida, mostre-se próximo a ela. “O primeiro passo é o apoio emocional, conte histórias de pessoas que superaram crises financeiras, dê bons exemplos, seja um ombro amigo. Esse é um caminho mais demorado, que exige bastante dedicação, mas que dá bons resultados”, diz Conrado Navarro, autor do livro “Dinheiro é um santo remédio”.

E uma cabeça a mais para pensar

Durante esse apoio, é possível fazer ainda mais. Como alguém próximo, você certamente conhece bem o endividado, por isso tem mais liberdade para ajudar com opiniões. “Dê sugestões de como a pessoa pode conseguir o dinheiro que deve com serviços que ajudariam a gerar renda emergencial”, orienta Miranda. Há quem, por exemplo, possa atuar em sua própria área, como consultor ou autônomo, ou até possua dons culinários que lhe permitam fazer e vender doces. “O brasileiro se preocupa muito com o que o outro pensa e resiste a ganhar dinheiro com tarefas mais simples. Essa barreira precisa ser vencida”, completa.

Não empreste, dê

Em geral, a dívida é resultado de maus hábitos financeiros. Por isso, se você realmente acredita que oferecer dinheiro ajudará a pessoa a sair do problema, não empreste, dê. “Essa é uma recomendação que causa polêmica, mas visa a preservar a relação. Emprestar pode colocar em risco o relacionamento, pois a pessoa muitas vezes não poderá devolver o dinheiro”, afirma Navarro.

 

Tags: Conrado Navarro Dívidas e Financiamentos finanças relacionamento Suyen Miranda

Veja mais