Entenda sobre os diferentes tipos de proventos

Eles podem ser bons frutos dos seus investimentos

Geralmente quando se começa a investir, um dos primeiros pensamentos que surgem é em torno das vantagens. Os proventos são respostas para esse tipo de questionamento, pois, eles são maneiras de remuneração, ou melhor, é um benefício que a empresa distribui aos seus sócios.

Neste contexto, é importante que você conheça e saiba a diferença entre os principais proventos do mercado. Geralmente, essa distribuição é realizada em empresas de capitais abertos, que são aquelas com ações na bolsa de valores.

Os dividendos são um tipo de provento. Quando você investe em uma empresa, virando acionista, você ganha o direito de receber uma parcela dos juros da instituição. Mas veja bem, raramente 100% dos rendimentos são divididos, para garantir que essa distribuição seja feita, a Lei das Sociedades por Ações (nº 6.404/1976) diz que 25% pelo menos dos lucros que for calculado devem ser repassados como dividendos aos sócios. Uma das vantagens é que esse recurso é isento de imposto de renda.

O cálculo é simples, primeiro a empresa precisa determinar a porcentagem dos lucros líquidos. Depois basta uma conta chamada Dividend Yeld (DY), é um indicador que mostra os dividendos do último ano dividido pelo preço atual das ações. O compartilhamento dos valores é realizado proporcionalmente ao número de ações que o sócio possui na companhia. Os gestores escolhem se o pagamento é realizado todo mês, bimestre, semestre ou ano.

Os juros sobre capital próprio (JCP ou JSCP) são outro tipo de provento comum, também pago em dinheiro. Eles funcionam similar aos dividendos, contudo, o sócio tem que pagar 15% de imposto de renda na fonte. 

Essa modalidade pode parecer menos vantajosa, mas é basicamente uma questão contábil, isso porque ela funciona como uma espécie de economia para a empresa. Se não fosse o JPC, a empresa teria que pagar 25% de impostos, contudo, os acionistas só pagam 15%. Neste caso, as empresas oferecem valores, que mesmo pagando os impostos do IR, são maiores que dividendos.

Existe uma opção de receber os benefícios em ações, que é o caso da bonificação. Ela acontece quando incorpora parte do lucro em reservas no seu capital social. Nisso, as ações são distribuídas automaticamente e proporcionalmente entre os acionistas da empresa. 

Ela pode ser vantajosa porque quanto mais ações, mais dividendos o sócio recebe. Em contrapartida, o valor individual dos papéis diminui no mercado de ações, afinal, há uma divisão maior deles e o patrimônio permanece o mesmo. 

Em se tratando de ações, temos também os direitos de subscrição. Neste caso, a empresa emite novas ações, geralmente porque o capital aumentou e dá a preferência para os acionistas comprarem. A ação visa manter a proporção de cotas de cada acionista e a vantagem é que a ação pode ter um preço menor que o de mercado. 

Em direitos de subscrição, se o investidor acreditar no potencial da empresa, comprará, senão, eles podem negociar os títulos no mercado. 

Vale lembrar que todos estes benefícios só são para os investidores em ações. A dica é escolher empresas promissoras que podem oferecer esses proventos como retorno.