Estudo revela que mais de 60% das famílias estão endividadas

Segundo especialista, brasileiros cometem erros que contribuem para situação

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que o percentual de famílias brasileiras endividadas em janeiro era 61,6%.

Segundo o educador financeiro Valter Police Júnior, a situação econômica do país colabora com esse cenário. “A retração do mercado de trabalho e das receitas das empresas, a dificuldade da obtenção de empréstimos e a alta dos juros são fatores que afetam o orçamento do brasileiro”, explica o especialista.

Por outro lado, os brasileiros cometem alguns erros que também contribuem para essa situação. “Muitos têm o costume de contar com a sorte. Acreditam que receberão um dinheiro ou aumento inesperado, ou que acontecerá qualquer outro evento positivo que melhorará a situação”, afirma Valter. Porém, são raras as vezes em que isso acontece.

Outro fator é a falta de controle e organização financeira. “Muitas vezes, as pessoas se deixam levar por ofertas que parecem milagrosas, como de bens que podem ser parcelados em mais de 12 vezes, e arcam com essas dívidas por muito mais tempo que o necessário”, explica a coach Madalena Feliciana, diretora da Outliers Careers.

Se você não leu essa matéria a tempo e já está no vermelho, saiba que o problema tem solução. A orientação de Madalena é se planejar no início de cada mês e calcular o valor de que dispõe para quitar as dívidas, priorizando as contas domésticas, alimentação e transporte. “As dívidas devem ser eliminadas aos poucos; caso contrário, sobrará pouco dinheiro para o restante do mês”, aconselha a especialista. Nesse período, também é importante fazer um esforço para economizar com as despesas fixas e cortar qualquer gasto supérfluo, a fim de equilibrar o orçamento o quanto antes.

Uma vez que as finanças estiverem reorganizadas, os cuidados devem continuar. “É fundamental manter um padrão de vida compatível com a renda mensal da família e poupar parte dos recursos, por menores que sejam”, conclui Sandro Maskio, coordenador de Estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo.

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