Mude a forma de realizar suas atividades e aumente a longevidade do cérebro

O novo pode transformar sua vida

Faça uma reflexão rápida: o que você fez de novo nos últimos três dias? Viu uma série? Leu um livro novo? Jogou um jogo novo? O fato é que qualquer novidade no dia influencia positivamente no envelhecimento, foi o que o revelou pesquisas recentes, como a FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability), publicado na revista britânica The Lancet.

O estudo foi realizado com idosos entre 60 e 77 anos, sem demência, que receberam acompanhamento durante dois anos. Durante o experimento, eles foram divididos em dois grupos, um em que eles recebiam orientações sobre mudanças de hábitos e outro grupo de idosos participou de um programa de readequação de estilo de vida. Ao todo, foram 1.260 voluntários.

O grupo que fazia parte da readequação ganhou uma mudança completa na vida, alimentação balanceada, atividade física regular, controle de fatores de risco cerebrovascular (controle de hipertensão arterial, diabetes e colesterol) e exercícios cognitivos. Esse grupo foi o que obteve melhores resultados no âmbito neuropsicológico e menor perda de memória. 

Biologicamente falando, a parte do corpo responsável pelos aprendizados é o encéfalo, que fica no centro do sistema nervoso, ele cria a chamada reserva cognitiva. Quanto maior essa reserva, maiores são as chances que o cérebro tem de suportar agressões e evitar declínios na mente, além de realizar a manutenção da memória.

Estimule

Para aumentar e manter a reserva cognitiva é necessário estimular o cérebro com atividades novas. Independentemente da sua idade, aprender um novo idioma, por exemplo, mantém a plasticidade do cérebro, que é a capacidade de novas conexões cerebrais.

Especialistas recomendam que as pessoas deem preferência para atividades que causem prazer e satisfação, afinal, são mais fáceis de manter a longo prazo. Podem ser coisas diretamente ligadas ao raciocínio: jogos, palavras cruzadas e exercícios matemáticos, bem como danças, artesanatos ou instrumentos musicais.

Mas lembre-se que os estímulos são individuais, o que funciona para você, oferecendo prazer, pode não servir para o outro. É necessário que você interprete a atividade e lembre depois, para gerar aprendizado.

Se você gosta de praticar atividades em grupo, elas também servem para aumentar a reserva cognitiva. Isso porque o fator social é um fator importante que mantém o cérebro ativo e fora da mesma rotina. 

Já os exercícios físicos potencializam a estimulação cognitiva. Podem até ser aliados na prevenção e tratamento de doenças que afetam a memória, como o Alzheimer. Contudo, para que seja algo novo, é necessário que o exercício seja um desafio, que aumente, mesmo que aos poucos, o grau de dificuldade.

Coloque como meta: todos os dias fazer algo pela primeira vez. O desafio de reinventar vai, além de trazer bem estar, melhorar o funcionamento do seu cérebro, garantindo longevidade e qualidade de vida.

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