O que levar para uma viagem internacional: dinheiro, cartão de crédito ou pré-pago?

Avalie os prós e contras de cada tipo de pagamento

A viagem para o exterior pode ser um momento de realização de sonho, contudo, na hora do planejamento surgem dúvidas, principalmente se for a primeira viagem. Uma delas é em relação ao dinheiro que vai ser levado para pagar comida, passeios e comprinhas. Dinheiro, crédito ou pré-pago?

Antes de começarmos, um leve panorama das principais moedas internacionais. O último ano foi mais complicado para os brasileiros fazerem viagens internacionais, isso porque o dólar subiu de R$ 3,80 para o recorde de R$ 4,25 em novembro de 2019, o euro e a libra não ficaram para trás, também tiveram alta no último ano. Contudo, apesar de terem gastado menos, comparado a 2018, os turistas do Brasil ainda deixaram R$ 14,8 bilhões no exterior no ano passado. 

Com a noção de como andam as moedas em outros países, o passo principal para decidir que tipo de pagamento você irá fazer é definindo que tipo de turista você é. Existe o seguro, que é aquele que não gosta de surpresas, planeja tudo com antecedência e deixa para pagar o mínimo de coisas possíveis quando estiver fora. Esse turista fecha hotel, ingressos de parques, shows, eventos esportivos, tudo enquanto ainda está no Brasil.

A vantagem do turista seguro é que ele vai saber quanto a maioria das coisas custou em reais. Além disso, consegue dividir as despesas no cartão de crédito. Vale lembrar também, que a tendência é que as moedas subam com o passar do tempo, por isso, quem se antecipa, paga menos.

Agora existe o turista mais relaxado, é aquele que gosta de ser levado pelo destino. Decide os passeios durante a própria viagem e não define uma quantidade de dinheiro para gastar em cada dia. Neste caso, o ideal é comprar os ingressos no próprio país.

Se você sabe seu perfil de turista e como você costuma se comportar em passeios, é hora de definir que tipo de pagamento você vai fazer durante a viagem:

A economia do dinheiro vivo 

Levar dinheiro em nota é a melhor opção para quem quer economizar. Isso porque o  IOF (Imposto sobre Operações financeiras) da compra de moeda estrangeira em espécie é de 1,1%, enquanto o imposto do cartão é de 6,38%. Ou seja, a cada R$ 1.000 que você gasta, economiza R$ 52,80.

Em contrapartida, o dinheiro é a opção menos segura. Se você perder ou for furtado, não tem como recuperar. Contudo, existem algumas técnicas que evitam estes contratempos. Procure sempre hotéis com cofres, assim você guarda a maior parte do dinheiro e sai na rua apenas com a quantia que vai gastar naquele dia específico.

O dinheiro do dia também precisa estar seguro, para isso, conte com doleiras, aquelas bolsas que coloca por baixo da roupa, ou pochetes, que ficam sempre a sua vista. As bolsas nestes casos atrapalham bastante, além de chamarem a atenção dos ladrões, dificultam na hora de andar por lugares cheios e podem ser esquecidas facilmente. 

Outra dica importante de dinheiro é trocar aos poucos, assim, você pega a média da moeda, não correndo o risco de pagar mais caro.

O controle do pré-pago

Uma alternativa mais segura ao dinheiro é o cartão pré-pago. Além disso, ele oferece outras vantagens como possibilidade de se controlar mais, afinal, você só terá aquela quantidade específica para gastar. E caso precise de mais, pode recarregar pela internet. Ele também possibilita o saque.

A desvantagem é que o cartão pré-pago também cobra 6,38% de IOF e possui ainda uma taxa de saque, que varia de banco para banco.

A segurança do cartão de crédito

A maior vantagem do cartão de crédito é a segurança, se perder ou for roubado, basta bloquear. Além disso, se o seu cartão tiver programa de pontos, a cada compra você pode ganhar milhas para as próximas viagens.

Contudo, pode ser uma opção mais cara, porque não tem como prever os gastos, geralmente os gastos são convertidos na cotação do dia do fechamento da fatura e não no dia da compra. A boa notícia é que a partir de março deste ano, as empresas serão obrigadas a converter o valor no momento da compra. 

Outro ponto negativo, como falamos, é o 6,38% de IOF, que deixa sua fatura ainda mais alta.

Agora que você já viu quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de pagamento, está pronto para decidir qual a melhor opção para sua próxima viagem.

 

Tags: consumo finanças

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