Política de Investimentos em fundos de pensão

Documento orienta a gestão dos ativos financeiros da entidade e é revisado periodicamente

Os recursos de um fundo de pensão têm como origem as contribuições do participante e da patrocinadora (quando há contrapartida). Estamos falando de um investimento de longo prazo que irá garantir o pagamento dos benefícios previdenciários no futuro. Por isso, a Política de Investimentos tem papel fundamental em qualquer entidade.

A Política de Investimentos é uma importante ferramenta de planejamento da gestão dos ativos financeiros e deve ser elaborada observando os requisitos de cada plano de benefícios, buscando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro entre seus ativos e respectivos passivos atuariais e demais obrigações. Ela está para os fundos de pensão como o planejamento financeiro está para as empresas.

Em resumo, a Política de Investimentos sintetiza os objetivos e a metodologia utilizada na alocação dos recursos de cada um dos planos administrados pela Entidade, em consonância com o disposto nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). O documento é elaborado anualmente pela Diretoria Executiva e aprovado pelo Conselho Deliberativo do fundo de pensão e prevê os limites mínimos e máximos dos recursos nas modalidades de investimento disponíveis (renda fixa, renda variável, investimentos estruturados, investimentos no exterior, imóveis e operações com participantes).

A modalidade do plano de benefícios, seu grau de maturação e suas especificidades e características de suas obrigações, bem como o cenário macroeconômico, determinam as seguintes diretrizes dos investimentos: as metas de resultado do plano de benefícios, a alocação dos recursos nos diversos segmentos, os limites máximos permitidos em cada tipo de aplicação, etc. De modo geral, espera-se que a política de investimento seja, em muitos casos, mais restritiva do que as resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para saber qual Política de Investimentos é adotada por sua entidade, basta buscar os canais oficiais de informação.

Referências: Guia Previc – Melhores Práticas em Fundos de Pensão (2010).

Tags: investimentos política de investimentos previdência previdência complementar

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