Venda de imóvel aumentou 9,7% em 2019

Foram 130,5 mil unidades vendidas durante o ano

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou recentemente dados positivos sobre a venda de imóveis no Brasil no último ano, o número aumentou 9,7% em relação a 2018. O setor vendeu 130,5 mil unidades em 2019, em 2018 foram 118,9 mil. 

A expectativa do presidente da CBIC, José Carlos Martins, era que o número aumentasse ainda mais em 2020, chegando a 10% de crescimento. Contudo, com a crise causada pelo coronavírus, este futuro ainda é incerto.

Os motivos que levaram Martins a fazer essa previsão foi a inovação nos financiamentos, como a possibilidade de relacionar as linhas de crédito ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “É um menu maior de possibilidades de venda de financiamento. Já é consolidado um financiamento de índice de preço, que permite às pessoas com uma renda menor acessar o financiamento”, afirmou o presidente ao jornal O Globo.

Outro número positivo foi também dos lançamentos de unidades residenciais que obtiveram alta de 15,45% em relação a 2018. O número é o maior em 4 anos, chegou a 130,1 mil em 2019.

Em 2019, a cidade que mais se destacou nas vendas e lançamentos de unidades foi São Paulo, marcada pelas compras da classe média e alta. Isso refletiu diretamente nos resultados da região Sudeste. A região chegou a representar, no quarto trimestre de 2019, 72,1% dos lançamentos e 61,3% das vendas do país.

A região Nordeste ficou com o segundo lugar, foram 10,5% dos lançamentos e 15,8% das vendas. O terceiro lugar, o Sul, obteve 9,3% e 12,1%, respectivamente. Por fim, o Centro-Oeste representou 6,3% dos lançamentos e 8,2% das vendas e o Norte, 1,8% e 2,6%, respectivamente.

Minha Casa Minha Vida

Enquanto as vendas de imóveis em geral aumentaram, as participações no programa governamental Minha Casa Minha Vida diminuíram 50% para 45% em comparação entre 2018 e 2019. 

O principal motivo, apontado por Martins, foi a redução do orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2017, o governo Temer, como medida para aquecer a economia, liberou o saque do FGTS das contas inativas. Além disso, o governo atual liberou R$ 500,00 e outras modalidades de saque. O saldo do FGTS era uma opção para quem dava o primeiro passo na compra da casa própria. 

Contudo, vale lembrar que a metodologia da pesquisa engloba apenas regiões metropolitanas e a atuação do Minha Casa Minha Vida tem destaque maior em áreas de interior. Sendo assim, o presidente da CBIC prevê que o índice é maior que o da pesquisa, entre 65% e 75%.

Novas expectativas

José Carlos Martins revelou que o governo estuda lançar, em breve, um novo programa de habitação de interesse social. O projeto está nas mãos do Ministério do Desenvolvimento Regional e do ministro Rogério Marinho. 

O novo programa pode ampliar as possibilidades da aquisição da casa própria, sendo benéfico, principalmente, para a população mais carente. Além disso, pode estimular outras áreas da economia. 

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