Entenda a alta do gás de cozinha

Reajuste é o 15º consecutivo

No fim de junho, a Petrobrás anunciou o 15º aumento consecutivo do gás de cozinha num percentual de 5,9% a mais neste último ajuste.

O valor do quilo do gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás de cozinha, passou a custar R$ 3,40 para as distribuidoras e terminou elevando, novamente, o preço do gás que chega ao consumidor.

Em nota, a Petrobrás afirmou que o reajuste acompanha as flutuações do mercado internacional e que os valores praticados pela refinaria são diferentes dos percebidos pelo consumidor ao fim da jornada de varejo.

Para que você compreenda melhor a afirmação, é necessário entender que o reajuste ocorre nas refinarias e que distribuidoras e revendedoras possuem autonomia para precificar o gás para o consumidor. Somado ao quilo do GLP, o preço ofertado pelo varejo também sofre alterações com tributos federais e estaduais, custos de envase por distribuidoras e margens de lucros destas unidas às da revendedora.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, (ANP), segundo o Sistema de Levantamento de Preços, o preço médio do gás de cozinha, após o novo reajuste, alcançou o valor de R$ 87,19. As margens mais altas de revenda dos botijões de 13 kg são as dos estados do Mato Grosso, R$ 105, Amapá, R$ 104, Acre R$ 104 e Roraima, R$ 102, respectivamente.

O último aumento é reflexo da valorização do petróleo no mercado internacional e do relacionamento desigual de desvalorização do real. Se o petróleo aumenta, consequentemente, o gás de cozinha caminha junto, uma vez que o valor do combustível fóssil é o principal indicador na formação do preço do botijão.

Tags: aumento gás de cozinha

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