Pesquisa demonstra que motoristas brasileiros têm mais medo de roubos e furtos do que de acidentes

Cresce o número de veículos furtados em 2022

O ano de 2022 começou com a grande expectativa de restituir, através do retorno das atividades presenciais, alguns dos hábitos que se enfraqueceram durante a pandemia. Entretanto, fatores externos à covid-19 dificultam este processo.

Como em um grande efeito cascata, o retorno das atividades presenciais aumentou o fluxo de pessoas nas ruas de todo o Brasil. Consequentemente, este aumento gerou crescimento correspondente no número de veículos circulando.

Como se não bastassem os gargalos no trânsito, o aumento no fluxo de veículos fomentou ainda mais o interesse por automóveis entre os criminosos.

 

Comparativo entre 2022 e 2021

Segundo dados divulgados pelo portal Motor Show, nos 4 primeiros meses deste ano, o estado de São Paulo registrou um aumento de 23,74% nos casos de roubos e furtos de automóveis. 

Em relação ao ano de 2021, aproximadamente 2.300 veículos a mais foram alvejados por criminosos.

 

Propagação do medo

De acordo com a empresa Opinion Box, que realiza pesquisas de mercado, a maior preocupação dos motoristas brasileiros não é com acidentes no trânsito e sim com a possibilidade de roubos e furtos dos seus automóveis.

Ao entrevistar 412 pessoas proprietárias de automóveis, a pesquisa registrou que apenas 19% dos motoristas possuem medo de bater o carro de outra pessoa, 16% de atropelar alguém e 11% de bater o próprio carro. 

Em contrapartida, 44% possuem medo de ter seu veículo roubado por criminosos.

 

Raiz do problema

Curiosamente, todas as pessoas que responderam à pesquisa são desprovidas de planos

de seguro, o que torna o medo de ser vítima dos criminosos ainda maior.

Os entrevistados deram várias explicações do porque não possuem seguros até o momento. 

Segundo os que nunca tiveram algum plano, os seguros são extremamente caros e isso impossibilita a realização do plano. Em proporção semelhante, os outros entrevistados que já tiveram planos afirmam que precisaram economizar, cortando gastos por motivos de desemprego ou por fatores gerados pela pandemia.

De modo geral, os entrevistados aguardam por uma diminuição no preço dos planos, para que possam contratar o serviço de seguro e amenizar o medo de ser vítima dos criminosos.