Projeto do Real Digital avança e pode ter início em 2022

As carteiras virtuais estão cada vez mais próximas de virarem realidade no Brasil

Logo após o sucesso da implementação do PIX no Brasil, o Banco Central (BC) está concentrando suas energias na conclusão do Projeto do Real Digital.

Pelo mundo, as moedas digitais já são utilizadas e recebem a sigla CBDC.

Por moeda digital, define-se a emissão de um banco central de moeda fiduciária digital ou eletrônica e sua movimentação é igual a das cédulas impressas, variando apenas sua formatação.

De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a tecnologia que será utilizada para a implementação do Real Digital está sendo estudada e, em fase avançada, o grupo responsável pelos estudos estima que em 2022 ou, no máximo, no começo de 2023, o Brasil conte com a tecnologia.

Para Roberto Campos, as principais questões sobre o Real Digital já foram respondidas e, em grande velocidade, o Projeto está avançando.

Vale a pena ressaltar que o Real Digital não é comparável a criptomoedas: emitidos com lastro do Banco Central, a moeda corresponderá ao dinheiro físico que usamos atualmente.

Segundo as informações da instituição, para 85% dos bancos centrais do mundo, as moedas digitais são de amplo interesse.

A maior vantagem da moeda digital é a redução dos custos e o dinamismo

Para Fábio Araújo, coordenador dos trabalhos envolvendo o Real Digital, a implementação da moeda digital brasileira representa uma redução de custos enorme pela diminuição progressiva da impressão de cédulas.

Além disso, advindas do Real Digital, novas tecnologias terão maior espaço, como os contratos digitais.

Apesar das vantagens, a implementação da moeda digital não substituirá a impressão de cédulas e servirá como uma opção a mais para os cidadãos brasileiros.

Entre as principais variações, o Real Digital poderá, por exemplo, ser utilizado para pagamentos e transferências offline, através das carteiras digitais. Além disso, a conexão com bancos de outros países será mais simples e acessível.

“É o Real que não tem existência física”, reafirma o coordenador Fabio Araújo.

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