Sacar o saldo de uma só vez ou receber mensalmente?

Veja os prós e contras das duas opções e entenda qual é a melhor forma de usar a verba do plano de benefícios*

Finalmente chega o momento da aposentadoria. Você está tranquilo porque, ao longo de muitos anos, investiu em um plano de benefícios que irá complementar o valor pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Entretanto, na hora de começar a receber seu benefício, vem a dúvida: será melhor tirar todo o dinheiro a que tem direito ou receber uma renda mensal vitalícia?

A primeira coisa que você precisa ter em mente, nesse momento, é que o valor acumulado durante tanto tempo precisa ser usado com consciência. Vamos imaginar uma pessoa que contribuiu com um plano de previdência complementar por 30 anos, por exemplo. Ao chegar o momento de aproveitar os rendimentos gerados por esta reserva, ela decide resgatar todo o dinheiro e utilizá-lo para outras finalidades, como abrir um negócio. Em pouco tempo, com certeza, ela correrá o risco de consumir toda essa reserva. Se o investimento for revertido para um novo negócio, e a empreitada não der os resultados esperados, por exemplo, o beneficiário dará adeus a uma renda que complementaria sua aposentadoria oficial até o fim da vida.

Vamos imaginar uma outra situação: a pessoa opta por deixar o dinheiro rendendo e por receber apenas um valor X, que represente 100% do rendimento que a reserva proporciona. Se o rendimento acumulado render cerca de R$ 5 mil por mês, por exemplo, é essa quantia que ela receberá de seu plano de benefícios. Dessa maneira, com certeza, ela conseguirá manter o padrão de vida a que estava acostumada antes de se aposentar. Mas aí surge outra pergunta importante: por quanto tempo? 

Cautela e atenção
“Um dos erros mais comuns é o beneficiário sacar 100% dos rendimentos do seu investimento a cada mês. Nessa situação, em pouco mais de 10 anos, o montante principal perderá seu valor de compra, por conta da inflação, que fatalmente vai desvalorizar a reserva”, explica Reinaldo Domingos, educador financeiro da DSOP.

Por outro lado, se a pessoa resgatar apenas 50% do rendimento mensal para viver o seu dia a dia, deixando os outros 50% acumulados na reserva constituída, estará garantindo que seu patrimônio ou reserva financeira fique preservado e que não terá seu valor corroído pela inflação com o passar do tempo.

Assim, a opção de continuar recebendo a renda mensal vitalícia é a que garante maior segurança. No entanto, é preciso avaliar também o valor a ser resgatado, para que, em longo prazo, se possa manter um padrão de vida digno e uma renda capaz de cobrir suas despesas básicas.
 

*Consulte o regulamento do seu Plano de Benefícios 

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