O primeiro sinal é a urgência. Mensagens que ameaçam bloqueio imediato ou perda de benefício tentam reduzir o tempo de verificação. O segundo é o pedido de informação sensível, como senha, código recebido por celular ou acesso remoto ao aparelho. O terceiro é o caminho oferecido, principalmente link encurtado, endereço com letras trocadas ou número de telefone diferente do divulgado pela entidade.
Ao receber um contato, não use o link nem o número indicado na própria mensagem. Abra o site digitando o endereço que você já conhece, use o aplicativo oficial ou ligue para um telefone salvo anteriormente. Pergunte se a campanha existe e se a entidade solicitou aquela providência. Alguns minutos de conferência interrompem a principal vantagem do golpe.
Desconfie também de promessa de valor inesperado mediante pagamento antecipado. Taxa para liberar benefício, depósito para receber saldo e oferta de “recuperação” por intermediário são sinais de risco. Questões sobre benefícios e institutos devem ser tratadas diretamente com a entidade.
Se você clicou, mas não informou nada, feche a página e verifique o aparelho. Se forneceu senha ou código, entre imediatamente pelos canais oficiais, altere as credenciais e informe o ocorrido. Quando houver movimentação financeira, fale também com a instituição envolvida e registre a ocorrência pelos meios adequados. Guarde mensagens, números e comprovantes.
Evite sentir vergonha. Golpes são desenhados para explorar pressa, autoridade e preocupação. Relatar rapidamente aumenta a chance de limitar o dano e ajuda a entidade a alertar outros participantes.
Salve hoje o site e o telefone oficiais da sua entidade. Quando surgir uma mensagem urgente, você terá um caminho seguro para confirmar antes de agir.